Pesquisa sobre SUSTENTABILIDADE

Sustentabilidade

      Cada vez mais, a sustentabilidade está ganhando espaço importante em estudos, congressos e comunidades.

      A sustentabilidade em si é um assunto de grande importância, e isso todos sabemos.

      Mas ela é, por muitos, basicamente conhecida e interpretada como meio de o homem proteger e preservar o meio ambiente, através de praticas sustentáveis. Para podermos visualizar a amplitude a que chega o termo sustentabilidade, devemos analisar todas as suas ligações, desde o supostos beneficiadores da poluição ate o desenvolvimento industrial e socioeconômico mundial.

O que é sustentabilidade?

         Numa pequena vila italiana, reuniram-se, em 1968, políticos, industriais, cientistas e físicos, determinados a discutir e tratar do desenvolvimento sustentável do planeta. Surgiu, então, o Clube de Roma, responsável pelo relatório “Os Limites do Crescimento”, de 1972, e o primeiro grupo a discutir sustentabilidade.

        Termo de origem do Latim, “sustentável” significa: sustentar, defender, apoiar ou cuidar. Assim, sustentabilidade é a busca e a prática de ações que preservem e melhorem o meio ambiente, visando mantê-lo agradável não só para seus atuais habitantes, mas para que as futuras gerações possam dar continuidade ao processo e ter melhores condições de vida.

        Já o conceito de desenvolvimento sustentável foi eternizado por Gro Brundtland, no documento que ela produziu com sua equipe, intitulando: “Nosso Futuro Comum.”

“O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.”

Gro Brundtland, 1987. “Nosso Futuro Comum”, ou Relatório de Brundtland.

        A sustentabilidade, então, não se limita apenas à busca pela preservação do meio ambiente, mas a preservação da vida humana. O que nos põe em uma encruzilhada, pois somos nós, os próprios humanos, quem estamos degradando o planeta em que vivemos. E isso, o simples fato de sermos nós os responsáveis inúmeros problemas ambientais, já nos põe em desvantagem. Como se não bastasse, os conflitos humano/natureza tem uma questão mais ampla, as próprias características que são muito favorecidas pela mídia e pelas sociedades atuais: o individualismo e o consumismo. Indo mais além, a sustentabilidade tem lação com a economia dos países pobres, segundo a organização econômica feita pela ONU. A sustentabilidade também dá seus ares no quesito cidadania, responsabilidade e questões sociais, das quais tanto ouvimos falar, mas que nunca supomos poder influenciar o fator do desenvolvimento sustentável.

De Estocolmo para o mundo

        A palavra sustentabilidade começou a ser conhecida por todos a partir do primeiro encontro mundial pela Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano – United Nations Conference on the Human Environment – (UNCHE), determinado a discutir assuntos relacionados ao meio ambiente e a preservação humana. A conferência foi realizada em junho de 1972, em Estocolmo, na Suécia.

O Desenvolvimento Sustentável e a Economia

        Já o termo desenvolvimento sustentável foi utilizado, primeiramente, em 1983, na ocasião da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU, com o intuito de analisar as relações da economia mundial com o meio ambiente e meios de pôr a sustentabilidade em mais prática. Sendo assim, buscando, então, propor a união da economia com a visão sustentável, mostrando a incompatibilidade dos exagerados padrões de produção e consumo com o desenvolvimento sustentável, com liderança da ex-primeira ministra norueguesa Gro Brundtland, após anos e anos de muita pesquisa e trabalho em equipe, foi publicado, em 1987, o documento Our Common Future (Nosso Futuro Comum) ou, como ficou conhecido popularmente, Relatório de Brundtland.

“Em 1982, quando se discutiam pela primeira vez as atribuições de nossa Comissão, houve quem desejasse que suas considerações se limitassem apenas a “questões ambientais”. Isto teria sido um grave erro. O meio ambiente não existe como uma esfera desvinculada das ações, ambições e necessidades humanas, e tentar defendê-lo sem levar em conta os problemas humanos deu à própria expressão “meio ambiente” uma conotação de ingenuidade em certos círculos políticos. Também a palavra “desenvolvimento” foi empregada por alguns num sentido muito limitado, como “o que as nações pobres deviam fazer para se tornarem mais ricas”, e por isso passou a ser posta automaticamente de lado por muitos, no plano internacional, como algo atinente a especialistas, àqueles ligados a questões de “assistência ao desenvolvimento”.

Gro Brundtland, 1987. “Nosso Futuro Comum”, página 13.

“Mas é no “meio ambiente que todos vivemos; o “desenvolvimento” é o que todos fazemos ao tentar melhorar o que nos cabe neste lugar que ocupamos. Os dois são inseparáveis. Além disso, as questões de desenvolvimento dever ser consideradas cruciais pelos líderes políticos que acham que seus países já atingiram um nível que outras nações ainda lutam para alcançar. Muitas das estratégias de desenvolvimento adotadas pelas nações industrializadas são evidentemente insustentáveis. E devido ao grande poder econômico e político desses países, suas decisões quanto ao desenvolvimento terão profundo impacto sobre a possibilidade de todos os povos manterem o progresso humano para as gerações futuras”.

Gro Brundtland, 1987. “Nosso Futuro Comum”, página 14.

       Podemos perceber, então, o quanto era desperdiçado o conceito de desenvolvimento. Já naqueles anos, os países industrializados se preocupavam mais com seu crescimento do que com um de seus colaboradores naturais, o meio ambiente. E, visando crescer mais, compreendiam o conceito de desenvolvimento como um recurso, uma ideia salvadora para a pobreza de alguns países, por eles considerados menores. Assim, para eles, a sustentabilidade não passaria a ser apenas uma opção para os países pobres?

Pois bem, a economia é globalizada, mas porque a sustentabilidade não é?

        É   aí que entra o individualismo, que é bem aparente em parágrafos anteriores, e o consumismo. Tomemos, por exemplo, as indústrias de automóvel, que vivem a inovar seus veículos, usando-os, muitas  vezes, para alegar e fazer propaganda de sua sustentabilidade e de seu apoio ao meio ambiente. Mas esses veículos são realmente sustentáveis? Ou o termo sustentabilidade estaria sendo usado apenas como uma forma de alavancar o marketing dos veículos? E muitos destes veículos não contribuem ara a poluição? Muitos, ou todos?

        Claramente, também percebemos o quanto era pouco levado em conta o meio ambiente e seus recursos. Ou como ambos, o meio ambiente e a economia, pareciam ser completamente opostos diante dos olhos da maioria. Pois bem, economia e sustentabilidade andam de mãos dadas, por isso não devemos desmerecer nenhuma, caso contrario, causara estragos a ambas.

        Desenvolvimento sustentável é, basicamente, procurar desenvolver recursos para a proteção do meio ambiente e da vida humana. E está tão diretamente relacionado à economia mundial que chega a ser cômico o quanto, anteriormente, muitos acreditavam que ambas não se relacionavam. Para que haja desenvolvimento sustentável, antes, são necessários recursos financeiros para alavancá-lo. E o que aconteceria de mal se algumas dessas potências apostassem em produtos de verdadeira sustentabilidade, não apenas visando o lucro, mas também melhoras no meio ambiente? E se todos usassem, nem que fosse um pouco, de sua economia para ajudar o meio ambiente, seja através de uma horta no quintal ou separando seu próprio lixo?

        A sustentabilidade  deve ser respeitada e abraçada por todos nós, para que possamos realmente avançar com nosso parco objetivo de manter o planeta agradável para nossos filhos e netos.

A Sustentabilidade e a Cidadania

        De nada adianta mudarmos os padrões de produção e consumo, se continuarmos a poluir e por a culpa nos órgãos públicos. Todos somos culpados pela enorme catástrofe ambiental em que se encontra o planeta, desde os que jogam, uma vez ou outra, o lixo no chão, aos que produzem o lixo que é jogado no chão e, também, aos que nada fazem por nada mesmo. Devemos ter consciência de que, se queremos evoluir quanto à sustentabilidade, precisamos de união e colaboração. Temos que cuidar do nosso lixo, de nosso pátio, de nossa calçada, de nosso meio social. E temos que colaborar uns com os outros para que ambos possamos fazer isso.

Logo a sustentabilidade é um ato de cidadania e responsabilidade, mas também de respeito e valor para a sociedade.

Brasil e a Sustentabilidade

        Foi realizada pela Organização das nações Unidas – ONU -, em meados de 3 a 14 de junho de 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD – no Rio de Janeiro, vindo a ser chamada de Rio92. Esta conferência foi tida como a maior reunião de chefes de Estado da história da humanidade, por conta dos 179 países que dela participaram. A CNUMAD teve o desenvolvimento sustentável como o principal tema abordado, e inúmeras discussões sobre as medidas a serem tomadas para a proteção e preservação do meio ambiente.

        Sendo assim, os 179 países, após dois anos em que diversos grupos políticos contribuíram com ideia, assinaram a Agenda 21, um programa de ação que consiste num documento de 40 capitulo com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável mundial.

        Entre 13 a 22 de junho de 2012 ocorreu, com a participação de lideres dos 193 países, que fazem parte da ONU, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ficou mais conhecida como Rio+20. Nesta conferência, os lideres políticos discutiram o desenvolvimento sustentável mundial, reafirmando, e revendo, preenchendo lacunas, de muito do que debatido na conferência anterior, a Rio92. Entre os principais assuntos debatidos estão: a pobreza e meios de eliminá-la, a Economia Verde e sua importância tanto ambiental quanto social e econômica, as mudanças climáticas, o turismo sustentável, a eficiência energética, os objetivos de desenvolvimento sustentável, entre outros.

        Impasses, principalmente por conta do desenvolvimento dois países, infelizmente, fizeram com que a Rio+20 não fosse o esperado, provocando frustração nas tentativas de desenvolvimento sustentável mundial.

        Devemos levar em consideração que, em vista de muitos anos atrás, o Brasil teve um grande avanço no quesito sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Mas, como dito antes, sustentabilidade não é apenas obrigação de cargos políticos e ONG’s, é responsabilidade de todos nós, de todos os cidadãos tanto brasileiros, quanto do mundo todo. Se quisermos que o Brasil avance cada vez mais, se desenvolvendo ecologicamente de forma eficiente, beneficiando a todos, devemos nos empenhar em ajudar e cumprir nosso papel nessa árdua tarefa.

sites utilizados para pesquisa:

www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade

www.atitudessustentaveis.com.br/artigos/que-sustentabilidade

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